O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, representante do PL no Rio Grande do Norte, descartou a possibilidade de compor uma chapa exclusivamente da sua legenda para a disputa presidencial de 2026. A afirmação foi feita em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, 4 de outubro, onde ele destacou a necessidade de ampliar alianças e atrair outros partidos para fortalecer a candidatura.
Estratégia de Alianças do PL
Marinho, que também coordena a campanha do senador Flávio Bolsonaro, enfatizou que a prioridade atual do PL é construir uma base sólida com outros partidos. Ele afirmou que a escolha do candidato a vice deve ser feita com base na agregação e na compatibilidade com os objetivos do partido, afirmando que ele próprio não será o escolhido. Para ilustrar sua posição, utilizou a metáfora: “não se faz sanduíche de pão com pão”, sugerindo que é necessário diversificar as opções.
Encontro com Jair Bolsonaro
A declaração de Marinho veio após uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada em um local conhecido como Papudinha, em Brasília, onde Bolsonaro está detido desde janeiro. Durante esse encontro, Marinho recebeu diretrizes sobre a estratégia eleitoral do PL para 2026, o que evidencia a continuidade da influência de Bolsonaro dentro das decisões do partido.
Foco na Organização Interna
De acordo com o líder da oposição, o PL está concentrado na organização interna e na formação de uma estrutura nacional de campanha. Marinho anunciou a intenção de lançar candidaturas próprias ao Senado e aos governos estaduais em todas as regiões do Brasil, com o objetivo de fortalecer a base para a eleição presidencial.
Definição do Candidato a Vice
Marinho também mencionou que a discussão sobre o nome do candidato a vice ainda não está no horizonte imediato do PL. Ele projetou que essa definição deve ocorrer apenas em abril, após a elaboração do plano de governo e a consolidação das articulações políticas necessárias. “Estamos em um momento de organização e planejamento, e é cedo para definir um candidato a vice”, concluiu.
Conclusão
A postura de Rogério Marinho reflete uma estratégia cautelosa e calculada do PL para as eleições de 2026, buscando fortalecer a candidatura presidencial através da formação de alianças e uma organização interna robusta. A rejeição a uma chapa-pura com Flávio Bolsonaro sugere um movimento em direção a uma maior diversidade política, fundamental para competir no cenário eleitoral que se avizinha.
Fonte: https://www.infomoney.com.br








