A Nova Era do Futebol Brasileiro: Atração por Talentos Africanos

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Portal Leo Dias

Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem se destacado não apenas como um exportador de talentos, mas também como um novo destino para jogadores africanos. Historicamente, os clubes brasileiros priorizavam a contratação de atletas de países vizinhos na América do Sul, mas essa tendência está mudando, refletindo uma busca mais ampla por talentos em diferentes continentes.

Mudança de Perspectiva

Tradicionalmente, o Brasil é visto como um celeiro de jogadores que se destacam e rapidamente são vendidos para ligas europeias. Nomes como Neymar, Endrick e Estêvão são frequentemente mencionados nesse contexto. Entretanto, a realidade está se transformando, especialmente com o aumento do interesse em jogadores africanos, que estão começando a ser vistos como uma alternativa viável para as categorias de base e também para os elencos profissionais.

Investindo em Talentos Africanos

Um dos fatores que pode explicar essa nova abordagem é a mudança na maneira como os clubes brasileiros encaram os custos relacionados à prospecção de talentos. Anteriormente, as despesas para observar jogadores africanos eram vistas como um obstáculo, mas agora são consideradas um investimento. A travessia do Atlântico, embora custosa, pode resultar na descoberta de atletas que, muitas vezes, são menos explorados por clubes europeus.

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Exemplos de Sucesso na Base

Em 2023, o Flamengo e o Palmeiras exemplificaram essa nova estratégia. O gerente geral da base do Flamengo, Luiz Carlos, destacou a importância de olhar para o continente africano, reconhecendo o sucesso de jogadores que, após iniciarem suas carreiras na África, destacam-se na Europa. O Palmeiras também enviou olheiros a países como Gana e Senegal, buscando talentos que pudessem ser incorporados ao clube sem a necessidade de grandes investimentos como no caso de jogadores sul-americanos.

Jogadores em Destaque

A busca por talentos africanos já está colhendo frutos. O Flamengo contratou o nigeriano Shola para suas categorias de base, enquanto o Palmeiras inscreveu o jovem zagueiro Koné, da Costa do Marfim, no Campeonato Paulista de 2025. O Atlético-MG também se destacou com o meia Mamady Cissé, de Guiné, e o Internacional trouxe dois jogadores de Gana, Denis Marfo e Benjamin Arhin, que estão se adaptando à nova realidade no Brasil.

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Desafios no Futebol Profissional

Apesar do sucesso nas categorias de base, a inserção de jogadores africanos no futebol profissional brasileiro ainda enfrenta obstáculos. Em 2025, apenas 19 jogadores do continente foram registrados em todas as divisões do Campeonato Brasileiro, com apenas quatro atuando na Série A. Em comparação, o número de jogadores argentinos e uruguaios é significativamente maior, refletindo a resistência ainda existente em relação à contratação de talentos africanos.

Conclusão: Um Futuro Promissor

A crescente presença de jogadores africanos nas categorias de base dos clubes brasileiros indica uma mudança positiva na forma como o futebol nacional enxerga o continente. Embora os desafios ainda sejam grandes, o reconhecimento do potencial dos talentos africanos pode abrir novas oportunidades tanto para os clubes quanto para os jogadores, promovendo uma diversidade maior no futebol brasileiro e contribuindo para o desenvolvimento do esporte no país.

Fonte: https://portalleodias.com