Estaleiros de Pernambuco Excluídos do Programa Mar Aberto da Petrobras

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Blog do Roberto Gonçalves

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, para a assinatura de contratos que marcarão a construção de uma nova frota de embarcações no âmbito do Programa Mar Aberto. Esta iniciativa visa a renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras, especificamente através da Transpetro, sua subsidiária responsável pelo setor.

Investimentos e Geração de Empregos

O investimento total do programa atinge R$ 2,8 bilhões, que contempla a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores. Essa iniciativa é projetada para gerar mais de 9 mil postos de trabalho, tanto diretos quanto indiretos, contribuindo significativamente para a economia local.

Impacto no Setor Naval do Sul

Os contratos firmados são de grande relevância para o setor naval do Rio Grande do Sul. O Estaleiro Rio Grande será o responsável pela construção dos navios gaseiros, enquanto o estaleiro Indústria Naval Catarinense, de Santa Catarina, cuidará dos empurradores. Já as barcaças serão construídas pelo estaleiro Bertolini, localizado no Amazonas. Essa divisão de contratos destaca a concentração de oportunidades na região Sul e Centro-Oeste do Brasil.

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Exclusão dos Estaleiros do Nordeste

Contrariamente ao que se esperava, nenhum estaleiro da região Nordeste foi contemplado com contratos no Programa Mar Aberto. Estaleiros como o Atlântico Sul e o Vard Promar, que possuem vasta experiência e foram protagonistas em ciclos anteriores da indústria naval, não tiveram participação nas licitações. A ausência do Atlântico Sul, em particular, surpreendeu, uma vez que esse estaleiro tinha sido responsável por um significativo pacote de encomendas durante o segundo mandato de Lula.

Objetivos da Nova Frota

De acordo com a Petrobras, a nova frota não apenas reduzirá a dependência de embarcações fretadas, mas também proporcionará maior eficiência e flexibilidade nas operações de movimentação de gases liquefeitos, como o GLP. Este movimento se insere em um ciclo de novos negócios e oportunidades que visam fortalecer a cadeia produtiva nacional.

Detalhes dos Navios Gaseiros

Os navios gaseiros, resultado de uma licitação internacional, incluem cinco embarcações pressurizadas para o transporte de GLP, com capacidades variando entre 7 mil e 14 mil m³. O investimento específico para esses navios é de R$ 2,2 bilhões, e as entregas estão programadas para ocorrer em prazos escalonados, com a primeira unidade prevista para ser lançada em até 33 meses após o início das obras.

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Construção de Empurradores e Barcaças

A construção das 18 barcaças e 18 empurradores, que demandará um investimento de R$ 620,6 milhões, também será dividida entre estaleiros nacionais. O estaleiro Bertolini, localizado em Manaus, iniciará a produção das barcaças, enquanto o Indústria Naval Catarinense em Navegantes ficará encarregado dos empurradores. As entregas iniciais estão previstas para um intervalo de três a dez meses após o início da fabricação, dependendo do tipo de embarcação.

Conclusão

Em suma, o Programa Mar Aberto da Petrobras representa um passo significativo para a indústria naval brasileira, porém, a exclusão dos estaleiros do Nordeste levanta questões sobre a distribuição equitativa de oportunidades. Enquanto o Sul do Brasil se beneficia de investimentos robustos, o Nordeste, com sua capacidade produtiva, permanece à margem, o que pode impactar negativamente sua economia local e a competitividade do setor naval na região.

Fonte: https://www.blogdorobertoararipina.com.br