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Oposição paraguaia pede prisão de Santiago Peña em meio a crise bancária

Oposição paraguaia pede prisão de Santiago Peña em meio a crise bancária

A crise política e financeira no Paraguai ganhou um novo capítulo com o pedido de prisão do presidente Santiago Peña, feito pela senadora Yolanda Paredes, do Partido Cruzada Nacional. A parlamentar, conhecida por sua postura crítica ao governo, solicitou a prisão de Peña em moldes semelhantes aos aplicados a dirigentes do Ueno Bank, instituição financeira no centro de um escândalo que abalou o país.

Renúncia de Peña e a reação da oposição

Santiago Peña anunciou sua renúncia à presidência na quinta-feira, 5 de novembro de 2026, em meio à pressão popular e ao colapso do Ueno Bank, do qual era acionista. A decisão foi tomada sob a justificativa de preservar a estabilidade nacional e a paz social. No entanto, a oposição, liderada por Yolanda Paredes, vê a renúncia como uma tentativa de Peña de proteger sua imunidade parlamentar e evitar um processo de impeachment.

Processo de impeachment e acusações contra Peña

A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou a abertura de um processo de impeachment contra Peña, que renunciou pouco antes da votação. O caso agora segue para o Senado. Yolanda Paredes, em um vídeo publicado em suas redes sociais, reforçou a necessidade de continuidade do processo legal, afirmando que Peña deve ser julgado por sua conduta no cargo e que, mesmo destituído, não deveria retornar para casa, mas sim ser preso como um criminoso comum.

Crise do Ueno Bank e suas repercussões

O colapso do Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras digitais do Paraguai, gerou uma crise sem precedentes. O banco, que atendia cerca de 3 milhões de clientes, enfrentou problemas de solvência, levando o Banco Central do Paraguai a iniciar um procedimento de resolução. A situação deixou milhões de clientes sem acesso aos seus fundos e resultou na renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo.

Investigação e detenção de dirigentes

O Ministério Público paraguaio abriu uma investigação criminal e ordenou a detenção de oito dirigentes e ex-dirigentes do Ueno Bank, incluindo figuras proeminentes como Juan Manuel Gustale e Miguel Vázquez. As investigações revelaram operações financeiras irregulares que contribuíram para a deterioração dos indicadores de liquidez do banco, exigindo a constituição de provisões adicionais.

Com a crise financeira e política em curso, o Paraguai enfrenta um momento de incertezas, com a oposição pressionando por respostas e a população aguardando soluções para a recuperação econômica e a restauração da confiança nas instituições financeiras.

Fonte: poder360.com.br

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