Jogadores da seleção de futebol do Paraguai manifestaram sua indignação e cobraram ações imediatas do governo e da Justiça em resposta à crise do Ueno Bank. Em uma nota oficial divulgada na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, os atletas expressaram solidariedade às famílias afetadas e destacaram que também foram prejudicados pela situação.
Atletas paraguaios pedem justiça e transparência
Os jogadores, incluindo Gustavo Gomez, capitão do Palmeiras e da seleção paraguaia, exigiram que as autoridades atuem de maneira transparente e sem distinções. “Precisamos de uma resposta contundente. Não se pode hesitar quando está em jogo o esforço de pessoas honestas”, afirmaram na nota oficial. A crise financeira gerou uma onda de manifestações no Paraguai, com depositantes e aposentados indo às ruas para exigir a devolução de seus recursos.
Impacto da crise do Ueno Bank
A crise no Ueno Bank, maior banco digital do Paraguai, resultou na prisão de oito pessoas ligadas à instituição e na renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do Paraguai. O banco central suspendeu as operações do Ueno Bank após constatar que o índice de solvência estava abaixo do mínimo exigido por lei, afetando 2,9 milhões de clientes que perderam acesso a contas, cartões e transferências.
Banco Central nega novas intervenções
Em meio aos rumores de novas intervenções, o Banco Central do Paraguai negou que outras instituições financeiras estejam em risco. A entidade afirmou que o sistema financeiro paraguaio mantém níveis adequados de solvência e liquidez, garantindo que as demais instituições funcionam normalmente.
A nota dos jogadores destaca a importância de priorizar a população trabalhadora, especialmente aqueles que perderam suas economias de uma vida inteira. “Nossa prioridade absoluta deve ser a população trabalhadora”, afirmaram, ressaltando que o povo paraguaio merece que suas instituições estejam à altura de sua honestidade e solidariedade.
Os jogadores também indicaram que, se necessário, tomarão medidas legais individuais para defender seus direitos. “Não vamos olhar para o outro lado. Vamos defender o que é nosso, como corresponde, com a lei em mãos”, concluíram.
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Fonte: poder360.com.br
