O advogado Willer Tomaz, atualmente investigado junto ao senador Flávio Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal por suspeita de lavagem de dinheiro em casas de apostas, está envolvido em uma disputa com o jogador Richarlison por uma ilha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Além dessa propriedade, Tomaz possui outras cinco casas em ilhas do município, adquiridas por suas empresas, segundo informações do portal g1.
Propriedades e parcerias empresariais em Angra
Tomaz detém 25% de uma sexta casa na cidade, localizada na Ilha do Jorge. Esta propriedade está registrada em nome da empresa Real Estate Duo 4, pertencente ao grupo Prime You, do qual Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, era sócio. As aquisições das casas ocorreram entre 2021 e 2022, período que coincide com a apresentação de um Projeto de Lei Complementar por Flávio Bolsonaro no Senado, que visava estimular o turismo e a preservação ambiental na região.
Projeto de lei e suas implicações
O projeto de lei proposto por Flávio Bolsonaro buscava flexibilizar regras para explorar economicamente a região, transformando Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba em um polo turístico e econômico. A proposta visava atrair investimentos, melhorar a segurança e infraestrutura, e gerar empregos, sem comprometer a preservação ambiental. No entanto, o projeto enfrenta resistência no Senado, com a relatora Eliziane Gama emitindo um parecer contrário e entidades jurídicas alertando para possíveis inconstitucionalidades.
PEC das Praias e controvérsias
Paralelamente, Flávio Bolsonaro relatou a PEC das Praias, que propunha a privatização de ilhas pertencentes à União. A proposta visa transferir a propriedade dos terrenos de marinha para estados, municípios e ocupantes privados, eliminando taxas federais. Críticos alertam que isso poderia restringir o acesso público às praias, prejudicar comunidades tradicionais e fragilizar a proteção ambiental.
Situação atual dos envolvidos
Ambos, Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro, atualmente residem nos Estados Unidos. Tomaz se mudou em agosto de 2026, após se tornar suspeito em uma operação da Polícia Federal. Flávio, por sua vez, deixou o Brasil em 27 de outubro, após perder as eleições presidenciais no segundo turno.
O Poder360 tentou contato com Willer Tomaz e a Prime You para obter comentários, mas não obteve resposta até o momento da publicação. O texto será atualizado caso haja manifestação.
Fonte: poder360.com.br
