O Governo Central do Brasil anunciou um superavit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro de 2026, revertendo o deficit de R$ 14,4 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior. Este resultado representa uma melhora significativa de R$ 19,2 bilhões em termos nominais, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026.
Expectativas do mercado superadas com saldo positivo
O resultado superou as expectativas do mercado financeiro, que previa um deficit de R$ 7,5 bilhões para o mês, segundo o levantamento Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda. A diferença entre a projeção e o resultado efetivo foi de R$ 12,3 bilhões, impulsionada principalmente pelo aumento na arrecadação de receitas relacionadas ao petróleo e ao Imposto de Renda.
Arrecadação de petróleo e Imposto de Renda impulsionam resultado
A arrecadação de receitas ligadas ao petróleo teve um papel crucial no desempenho de setembro, com um crescimento de R$ 5,7 bilhões em termos reais, um aumento de 71,9% em relação ao mesmo mês de 2025. O Tesouro Nacional atribuiu esse avanço ao aumento dos preços internacionais do petróleo e à expansão da produção. Além disso, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica contribuiu com um crescimento de R$ 11,4 bilhões.
Despesas discricionárias e previdenciárias em foco
As despesas discricionárias caíram 37,8% em termos reais em setembro, uma redução de R$ 8,4 bilhões em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No entanto, o deficit da Previdência Social continua a pressionar as contas públicas, totalizando R$ 303,2 bilhões de janeiro a setembro de 2026. As despesas com benefícios previdenciários cresceram 3,8% no acumulado do ano.
Impacto das medidas extraordinárias relacionadas aos combustíveis
Os créditos extraordinários aumentaram R$ 9,9 bilhões em setembro, principalmente devido às medidas do governo para mitigar os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio. Desse total, R$ 7,6 bilhões foram destinados a subvenções econômicas para a produção e importação de combustíveis derivados do petróleo.
Apesar do superavit em setembro, o Governo Central ainda acumula um deficit primário de R$ 90,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, uma melhora em relação ao deficit de R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025. O resultado de setembro demonstra a importância do crescimento da arrecadação e da contenção de despesas para a saúde fiscal do país.
Fonte: poder360.com.br
