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Netanyahu lidera contagem em Israel, mas enfrenta desafio para maioria

Netanyahu lidera contagem em Israel, mas enfrenta desafio para maioria

O bloco liderado pelo partido Likud, do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está à frente na apuração das eleições para o Knesset, o Parlamento israelense. Com 54 das 120 cadeiras, segundo resultados parciais divulgados nesta quarta-feira (28 de outubro de 2026), o grupo ainda não alcançou a maioria necessária de 61 assentos.

O bloco de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, conquistou 48 cadeiras, enquanto os partidos árabes somam 18 assentos. Até o momento, nenhum dos lados possui maioria garantida, o que pode levar ambos a buscar apoio dos partidos árabes para formar um governo.

Desafios na formação de coalizão

Netanyahu tem mostrado resistência em incluir partidos árabes em sua coalizão, e Eisenkot e seus aliados também relutam em depender desse apoio. A maior parte dos votos deve ser apurada até o final desta quarta-feira, embora a contagem final possa levar dias. Após a divulgação dos resultados, os partidos iniciarão negociações para tentar formar uma maioria governista.

De acordo com o New York Times, as primeiras pesquisas de boca de urna indicavam um cenário de indefinição sobre o próximo governo de Israel, com o bloco de oposição inicialmente à frente.

Propostas dos blocos em disputa

Nas eleições de Israel, os cidadãos votam em partidos, não em candidatos específicos, para eleger os 120 membros do Knesset. Este pleito é o primeiro desde os ataques de 7 de outubro e o início da guerra em Gaza. O presidente, atuando como chefe de Estado, consulta os partidos eleitos para identificar qual líder tem a maior probabilidade de formar uma coalizão majoritária.

Os dois blocos apresentaram propostas distintas ao eleitorado:

  • Coalizão de Netanyahu – liderada pelo Likud, inclui partidos ultraortodoxos de direita como o Shas, United Torah Judaism, Otzma Yehudit e Religious Zionist Party. A chapa defende a reforma judicial, maior influência religiosa no Estado e a consolidação do controle israelense na Cisjordânia e em Gaza.
  • Bloco de oposição – liderado por Gadi Eisenkot, conta com o apoio de partidos como Yashar!, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu. O grupo defende a criação de uma comissão independente para investigar os eventos de 7 de outubro de 2023, a restauração das relações diplomáticas internacionais de Israel e o combate à violência extremista na Cisjordânia.

Fonte: poder360.com.br

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