O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recentemente derrotado nas eleições presidenciais, deixou o Brasil e viajou para o Equador, segundo informações da Direção Nacional de Migrações da Argentina. Ele e sua família cruzaram a fronteira argentina na noite de terça-feira, dia 27 de outubro de 2026, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.
Detalhes da viagem e documentação
Acompanhado por sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e suas duas filhas, Carolina e Luiza Figueira Bolsonaro, Flávio embarcou em um voo privado da companhia Baires Fly S.A. com destino a Guayaquil, no Equador. O grupo apresentou documentação válida e não enfrentou impedimentos legais para entrar na Argentina, conforme comunicado do órgão migratório argentino.
Contexto político e investigação em andamento
A saída de Flávio do Brasil ocorre dois dias após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ordenou a retenção dos passaportes comum e diplomático de Flávio, proibindo-o de deixar o país. Essa decisão está relacionada a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
Reações e declarações políticas
O coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a direção do partido não foi informada sobre a viagem. Marinho relatou ter recebido uma mensagem de Flávio na manhã de terça-feira, na qual o senador mencionava que iria “dar um tempo”.
Implicações legais e investigações futuras
A Polícia Federal está investigando as circunstâncias da saída de Flávio do país, uma vez que ele não entregou seus passaportes à corporação, resultando no cancelamento dos documentos. A situação levanta questões sobre o cumprimento das ordens judiciais e as possíveis consequências legais para o senador.
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Fonte: poder360.com.br
