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Bolsa brasileira registra maior queda diária desde 1998 após reeleição de Lula

Bolsa brasileira registra maior queda diária desde 1998 após reeleição de Lula

A Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, experimentou sua maior queda diária desde 1998, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato presidencial. Na segunda-feira, 26 de outubro de 2026, o índice caiu 16,26% no início das negociações, fechando a tarde com uma queda de 15,71%.

Histórico de quedas e fatores internacionais

A última vez que a Bolsa brasileira sofreu uma queda tão acentuada foi em 10 de setembro de 1998, quando o índice caiu 15,83% devido a problemas financeiros na Rússia e à fuga de capital dos mercados emergentes. Segundo a Elos Ayta, que analisou as quedas desde o Plano Real, problemas no cenário internacional foram responsáveis por 9 das 10 maiores quedas diárias do Ibovespa antes desta segunda-feira.

Impacto da pandemia de covid-19 no mercado

A pandemia de covid-19 também foi um fator significativo para quedas históricas na Bolsa. Em março de 2020, o Ibovespa registrou quatro das dez maiores quedas, com desvalorizações consecutivas em um curto período de oito pregões. As restrições globais, o temor de uma recessão mundial e a guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia contribuíram para a aversão ao risco nos mercados internacionais.

Outros episódios de desvalorização significativa

Além das quedas associadas à pandemia, a crise financeira de 2008, marcada pela quebra do banco Lehman Brothers, também resultou em perdas significativas para o Ibovespa. Em 15 de outubro de 2008, o índice caiu 11,39%, seguido por uma queda de 10,18% em 22 de outubro do mesmo ano.

Influência de eventos políticos domésticos

Entre os episódios analisados, apenas uma queda esteve diretamente ligada a um evento político doméstico. Em 5 de setembro de 1994, o Ibovespa recuou 10,50% após declarações do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, que geraram incertezas sobre o Plano Real. Apesar disso, a Elos Ayta afirma que os eventos políticos nacionais raramente provocam desvalorizações extremas na Bolsa brasileira, que são majoritariamente associadas a crises internacionais.

Fonte: poder360.com.br

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