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Economista critica promessas fiscais de Lula e Flávio Bolsonaro

Economista critica promessas fiscais de Lula e Flávio Bolsonaro

O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, expressou preocupação sobre as promessas de campanha dos candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Segundo Salto, sem ajustes fiscais, essas promessas são insustentáveis. Ele argumenta que o próximo presidente precisará enfrentar despesas crescentes de forma desordenada, incluindo áreas como Previdência, saúde e educação, abono salarial, supersalários, emendas parlamentares e gastos tributários.

Desafios fiscais para o próximo governo

Salto destaca que, independentemente de quem vencer as eleições, o novo governo enfrentará um cenário fiscal desafiador. O orçamento de 2027, ainda não apreciado pelo Congresso, já apresenta desequilíbrios. As receitas estão infladas devido à superestimativa do novo tributo, a CBS, enquanto os gastos continuam a aumentar. O orçamento prevê um superávit de 0,1% do PIB, mas, segundo Salto, isso é inviável sem ajustes significativos.

Promessas populistas e suas implicações

O economista critica as promessas de ambos os candidatos como populistas. Ele estima que as propostas de Lula custariam R$ 48,6 bilhões em 2027, enquanto Flávio Bolsonaro sugere medidas como o perdão generalizado de dívidas, o que também seria financeiramente inviável. Salto acredita que, após as eleições, essas promessas terão de ser revistas, pois a dívida pública está em crescimento e o mercado precisa ser convencido da viabilidade fiscal.

Medidas urgentes para ajuste fiscal

Para ajustar as contas públicas, Salto defende a necessidade de controlar despesas primárias, especialmente as obrigatórias, que crescem em ritmo acelerado. Ele sugere limitar o crescimento dos pisos constitucionais da saúde e educação ao teto de gastos atual e reformar a política de reajustes da Previdência. Além disso, propõe cortar emendas parlamentares e reduzir a contribuição da União ao Fundeb.

Reformas adicionais necessárias

Salto também sugere a extinção do abono salarial em quatro anos e a reforma administrativa para valorizar o serviço público. Ele defende a reforma da previdência dos militares e a redução dos gastos tributários em cerca de 25%. Essas medidas, segundo ele, poderiam resultar em um superávit de 0,3% do PIB em 2027, com juros mais baixos, favorecendo a economia.

Para mais detalhes sobre a análise de Felipe Salto, acesse a fonte completa.

Fonte: veja.abril.com.br

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