As pipas, conhecidas também como papagaios de papel, têm uma origem fascinante que remonta aos campos de batalha da China antiga, em 1200 a.C. Originalmente feitas com varetas, seda e bambu, essas estruturas voadoras foram usadas para espionagem e comunicação durante confrontos militares.
O uso militar das pipas na China antiga
Documentos históricos apontam que, por volta de 200 a.C., as pipas eram utilizadas para erguer homens e enviar mensagens secretas. O imperador chinês Wu, que governou entre 141 e 87 a.C., chegou a usar pipas para pedir socorro quando cercado em Nanjing. Com o tempo, essa tecnologia se espalhou para a Europa através dos mercadores árabes.
A chegada das pipas à Europa e seu uso contínuo
No século XII, as pipas já eram populares entre as crianças europeias, mas seu uso militar persistia. O manuscrito alemão Bellifortis, de 1402, ilustra um cavaleiro usando uma pipa em forma de dragão para intimidar inimigos.
Das embarcações portuguesas ao Brasil
No século XVI, as pipas chegaram ao Rio de Janeiro com os colonizadores portugueses, sendo usadas em festivais e como ferramenta de comunicação. Elas também desempenharam papéis importantes na ciência, como no experimento de Benjamin Franklin com raios e na inspiração para o 14-Bis de Santos Dumont.
A evolução das pipas no Brasil e regulamentação atual
No Brasil, a prática de soltar pipas evoluiu para um jogo de habilidade e estratégia. A produção caseira era comum, com materiais como papel fino, bambu e cola de farinha. No entanto, práticas perigosas como o uso de cerol levaram à proibição e regulamentação, resultando na criação de pipódromos para garantir a segurança dos praticantes.
Fonte: cnnbrasil.com.br
