Após conquistar mais de dez prêmios internacionais, incluindo o Urso de Cristal e o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, o longa-metragem brasileiro “Feito Pipa” mira o Oscar 2027. Em entrevista à CNN Brasil, o diretor Allan Deberton, conhecido por “Pacarrete” e “O Melhor Amigo”, expressou otimismo quanto à possibilidade de uma indicação, mas reconheceu os desafios de conquistar uma vaga na maior premiação do cinema.
Estratégias para conquistar a Academia
De acordo com Deberton, a equipe está empenhada em aumentar a visibilidade do filme entre os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A estratégia inclui participação em eventos e promoção de sessões para apresentar a história a um público mais amplo, seguindo o exemplo de filmes brasileiros indicados anteriormente, como “Ainda Estou Aqui” (2024) e “O Agente Secreto” (2025).
O diretor destacou a importância de criar uma conexão emocional com os votantes. “O que desejamos é amolecer o coração dos votantes, fazer com que eles se apaixonem pela história”, explicou.
Uma história de identificação e diálogo
“Feito Pipa” não apenas busca reconhecimento internacional, mas também visa encontrar seu público no Brasil. O filme narra a história de uma criança, interpretada por Yuri Gomes, que encontra na relação com a avó, vivida por Teca Pereira, um espaço de afeto e liberdade, enquanto lida com conflitos familiares e questões de identidade.
Deberton acredita que o filme é acessível e ressoa com o público devido à sua proximidade com a vida cotidiana. “São personagens reais, concretos, que nos fazem lembrar de pessoas que conhecemos e amamos, como nossos avós”, comentou.
Impacto cultural e social
O diretor espera que o filme gere reflexão e debate entre os espectadores, promovendo um espaço para questionamentos e diferentes interpretações dos conflitos apresentados. “É um filme que deixa para a plateia um lugar de reflexão, um lugar de debate depois da sessão, fazendo com que ele, de fato, faça uma diferença na vida dos espectadores”, destacou.
Deberton enfatizou a importância da arte como meio de unir as pessoas em um Brasil dividido, promovendo o diálogo e a troca de ideias e afetos. “No Brasil que vivemos, é muito importante que as pessoas, por meio da cultura, consigam trocar ideias, informações e afetividades, diminuindo as diferenças”, refletiu.
“Feito Pipa” estreou na 50ª Mostra de Cinema de São Paulo e chega aos cinemas em 5 de novembro.
Fonte: cnnbrasil.com.br
