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Trump respeitará resultado das eleições brasileiras, afirma Amorim

Trump respeitará resultado das eleições brasileiras, afirma Amorim

Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que Donald Trump respeitará o resultado das eleições no Brasil, mesmo que Lula vença o segundo turno. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo e divulgada na sexta-feira, 23 de outubro de 2026, a poucos dias do pleito.

Trump e suas preferências políticas no Brasil

Amorim destacou que, embora Trump possa ter preferências políticas, ele não deixará de reconhecer o chefe de Estado brasileiro. O ex-chanceler mencionou que Trump desejou boa sorte a Lula em uma ligação telefônica, indicando que, apesar de gostar mais de outro candidato, respeitará o presidente brasileiro.

Trump, que não esconde seu apoio a Flávio Bolsonaro, chamou o resultado do primeiro turno de “grande vitória” ao ver o candidato do PL à frente de Lula. No entanto, o presidente norte-americano tem sido evasivo e não declarou apoio explícito a nenhum dos candidatos.

Tensões diplomáticas entre Brasil e EUA

O governo dos Estados Unidos enfrenta tensões com Brasília, com pressões envolvendo sanções a autoridades brasileiras, tarifas e a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington. O Departamento de Estado norte-americano afirmou apoiar o direito dos brasileiros a eleições livres e justas, mas não se comprometeu expressamente a respeitar o processo eleitoral.

Interferência das redes sociais e suas consequências

Amorim classificou como “muito grave” o episódio envolvendo a Meta, onde perfis ligados a Lula sofreram prejuízo algorítmico enquanto contas associadas a Flávio foram impulsionadas. Para ele, o incidente causou “danos irreparáveis” e representa uma interferência que já deixa uma marca, independentemente do resultado.

O ex-chanceler lembrou que empresas como a Meta são próximas do governo Trump, mas não atribuiu o episódio diretamente à Casa Branca, sugerindo uma possível interconexão entre as elites do poder.

Escudo das Américas e riscos para o Brasil

Amorim expressou preocupação com a adesão do Brasil ao Escudo das Américas, uma iniciativa norte-americana de combate ao narcotráfico. Flávio Bolsonaro indicou que, se eleito, quer integrar o Brasil ao programa, descrito por Amorim como um “cerco” ao país.

O presidente da Argentina, Javier Milei, um dos apoiadores do Escudo das Américas, tem feito ataques públicos a Lula e ao Poder Judiciário brasileiro, levando o governo brasileiro a retirar seu embaixador de Buenos Aires.

Reformas no Itamaraty e a posição de Amorim

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, residente nos EUA, prometeu uma “faxina” no Itamaraty, ameaçando diplomatas alinhados ao governo Lula. Amorim chamou a perspectiva de “terrível”, mas não vê risco ao Itamaraty, acreditando que Flávio não vencerá as eleições.

Amorim preferiu não comentar a gestão do ministro Mauro Vieira, mas elogiou a atuação do Itamaraty durante os mandatos petistas, reconhecendo gargalos na progressão de carreira e citando avanços nos concursos e no número de diplomatas.

Fonte: poder360.com.br

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