A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6 X 1 enfrenta dificuldades para ser votada antes do segundo turno das eleições. A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que a PEC não será votada nesta semana, refletindo o clima político após o primeiro turno, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL).
Impacto do primeiro turno nas decisões do Senado
O resultado das urnas gerou incertezas sobre a disposição dos senadores em acelerar a tramitação da PEC. A proposta é considerada uma das principais pautas para a campanha de reeleição de Lula, e o governo pressiona por seu avanço. No entanto, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, reconheceu que o avanço da proposta depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Desafios na aceleração do rito legislativo
Pelo rito tradicional, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes de ser votada em primeiro turno, mas esse intervalo pode ser reduzido por acordo entre os líderes. No entanto, a expectativa é que o quórum nas sessões semipresenciais desta semana esteja esvaziado, dificultando a articulação para acelerar a votação.
Estratégia política de Davi Alcolumbre
A aprovação de pautas de interesse do governo, como o fim da escala 6 X 1, é vista como parte das negociações para que Alcolumbre obtenha apoio à sua reeleição no comando do Senado. Com a derrota de seus aliados nas eleições no Amapá, Alcolumbre precisa fortalecer sua articulação política para garantir apoio à sua permanência no cargo.
Pressão para votação ainda em 2026
Apesar das incertezas, governistas acreditam que a PEC deve ser votada ainda em 2026, antes da nova composição do Senado em 2027, que terá maior presença de congressistas de direita. O PL, que será a maior bancada, apoia uma alternativa ao fim da escala 6 X 1, propondo negociações diretas entre empresas e funcionários.
O papel de Omar Aziz
O relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM), está no segundo turno da disputa pelo governo do Amazonas, o que limita seu tempo para articulações. No entanto, a aprovação do fim da escala 6 X 1 pode fortalecer sua imagem política e contribuir para sua aprovação nas urnas.
Fonte: poder360.com.br
