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Banco Master transfere R$ 1,4 bilhão em precatórios a empresa de delator

Banco Master transfere R$ 1,4 bilhão em precatórios a empresa de delator

O Banco Master realizou uma transferência de R$ 1,44 bilhão em direitos sobre precatórios para a empresa Entre Investimentos em outubro de 2025. Esta transação ocorreu pouco antes de o Banco Central ordenar a liquidação do banco. A Entre Investimentos é controlada por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, que firmou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República em setembro de 2026.

Detalhes da transação e questionamentos judiciais

Os contratos de transferência foram assinados entre 7 e 9 de outubro de 2025, com a Entre Investimentos se comprometendo a pagar R$ 1,28 bilhão pelos créditos, um valor 10,8% inferior ao total dos precatórios. No entanto, o liquidante do Banco Master informou à Justiça que ainda não foram encontrados documentos que comprovem o pagamento dessa quantia.

Além disso, a administradora do banco não identificou a origem dos recursos ou ativos entregues pela Entre como contrapartida pela transferência dos créditos. Embora a petição não classifique a operação como fraudulenta, há suspeitas de que possa fazer parte de uma estrutura de ocultação de patrimônio em benefício de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Implicações legais e medidas preventivas

A ação judicial busca impedir que a Entre Investimentos transfira ou utilize os ativos enquanto a operação está sob análise. O Poder360 tentou contato com a Entre Investimentos, a defesa de Daniel Vorcaro e o Banco Master, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Precatórios e contexto histórico

Os créditos transferidos estão relacionados a seis empresas do setor sucroalcooleiro, que incluem Açucareira Central Sumaúma e Usina Catende, entre outras. Esses precatórios são direitos de indenização contra a União devido ao antigo controle de preços pelo extinto Instituto do Açúcar e do Álcool.

O Banco Master havia adquirido esses direitos e os incorporado à sua carteira de ativos. Devido à natureza prolongada dos processos judiciais, os detentores dos créditos frequentemente negociam esses direitos com desconto antes do pagamento final.

Para mais informações, acesse a reportagem completa no O Globo.

Fonte: poder360.com.br

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