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Declaração de Mendonça pode beneficiar Gonet em análise do MPF

Declaração de Mendonça pode beneficiar Gonet em análise do MPF

As recentes declarações do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, podem ter um impacto significativo no processo envolvendo o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A análise, marcada para sexta-feira, 25 de setembro de 2026, pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), examinará uma representação do partido Novo que questiona a continuidade de Gonet nas investigações do Banco Master.

Declarações de Mendonça e o impacto no processo

Durante uma sessão realizada em 15 de setembro de 2026, Mendonça afirmou não ter encontrado provas contundentes contra Gonet no relatório da Polícia Federal. Essa avaliação é vista por alguns conselheiros como um reforço à defesa de Gonet, que busca manter-se à frente das investigações.

Contexto das acusações e defesa de Gonet

Após ser mencionado em um relatório da PF divulgado em 1º de setembro, Gonet solicitou a anulação dos atos de Mendonça que fundamentaram a investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes. Gonet negou qualquer proximidade com Daniel Vorcaro e rejeitou acusações de interferência a favor do fundador do Banco Master.

Gonet apresentou sua versão dos fatos ao Conselho Superior, afirmando que encontrou Vorcaro apenas uma vez, em um evento em Londres, em abril de 2024, e teve uma breve conversa por telefone em março de 2025.

Eventos e patrocínios envolvendo o Banco Master

Documentos analisados revelam que o Banco Master patrocinou um fórum em Londres e que Vorcaro custeou uma degustação de uísque Macallan, da qual Gonet participou. O procurador-geral alegou que desconhecia o patrocínio do banco no evento.

Mensagens da PF sugerem que Gonet teria solicitado o custeio da viagem de seu filho para outro evento em Londres em 2025, o que ele nega veementemente, afirmando que não houve convite formal e que o filho não viajou.

Procedimento interno no Conselho do MPF

O subprocurador-geral Francisco de Assis Vieira Sanseverino é o relator do procedimento no CSMPF. Segundo a legislação, cabe ao conselho designar um subprocurador-geral para analisar representações sobre crimes comuns atribuídos ao procurador-geral da República.

As menções a Gonet geraram surpresa na cúpula da Procuradoria Geral da República, que criticou internamente o pedido de anulação dos atos da PF relacionados à investigação sobre Moraes.

Gonet defendeu sua permanência nas investigações e informou que o vice-procurador-geral e dois subprocuradores-gerais passaram a atuar diretamente no caso desde 11 de setembro.

Fonte: poder360.com.br

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