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Greve na Escócia ameaça produção de whisky Johnnie Walker

Greve na Escócia ameaça produção de whisky Johnnie Walker

Uma greve iminente na maior destilaria de grãos da Europa, localizada na Escócia, ameaça interromper a produção de whisky de marcas renomadas como Johnnie Walker, Bell’s e Haig. Mais de 100 funcionários da Diageo estão planejando uma paralisação de três semanas a partir de 28 de setembro, em protesto contra a eliminação de postos de trabalho.

Impacto na produção de whisky

A greve ocorrerá na destilaria de Cameronbridge, em resposta à decisão da Diageo de cortar dez empregos, dos quais oito estão atualmente ocupados. A empresa justifica a medida alegando que a destilaria opera em ritmo reduzido e deve continuar assim nos próximos anos. No entanto, o sindicato Unite critica a falta de consulta adequada aos trabalhadores e levanta preocupações sobre a segurança com a redução da equipe.

Contexto econômico e estratégia da Diageo

Desde que Dave Lewis assumiu a liderança da Diageo em janeiro, a empresa tem focado em cortar custos, com uma meta de economizar US$ 1 bilhão. No último ano, a Diageo reduziu sua força de trabalho em quase 2 mil funcionários, gastando US$ 514 milhões em indenizações. A estratégia inclui também a suspensão temporária de atividades em outras unidades escocesas para ajustar a produção à demanda.

Reação do mercado e ajustes de preços

Os resultados financeiros recentes da Diageo mostram uma queda de 3% na receita, totalizando US$ 19,6 bilhões, e uma redução de 27% no lucro operacional. Lewis atribui parte das dificuldades aos preços elevados após a pandemia e já iniciou ajustes de preços para recuperar as vendas de marcas como Bell’s.

Investimentos futuros e desafios

Apesar das medidas de corte, a Diageo planeja investir US$ 1 bilhão na ampliação da produção de Guinness, cujas vendas cresceram 12% no último ano. A economia obtida com a redução de custos deve financiar este investimento. A continuidade das negociações com os sindicatos é crucial para evitar interrupções significativas na produção de whisky.

A situação atual destaca a tensão entre a necessidade de economizar e a manutenção da segurança e da moral dos trabalhadores. A paralisação planejada pode ser um ponto crítico para a Diageo, impactando não apenas a produção, mas também a percepção da marca no mercado global.

Fonte: veja.abril.com.br

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