O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, negou que o reajuste de 15% no Bolsa Família tenha caráter eleitoreiro. O aumento foi anunciado pelo governo federal a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, o que gerou debate sobre suas motivações.
Justificativa para o reajuste
Moretti explicou que a decisão foi tomada após uma redução na projeção das despesas previdenciárias. Segundo ele, “a discussão estava acontecendo há um tempo”, mas bloqueios orçamentários atrasaram a implementação. Com a liberação de recursos, foi possível atender a um pleito antigo do programa, que visava corrigir a defasagem de 15% no poder de compra dos beneficiários.
Impacto financeiro e segurança jurídica
O reajuste começará a valer na folha de pagamentos de outubro. A Advocacia Geral da União (AGU) emitiu parecer garantindo que a medida não fere a legislação eleitoral. Moretti afirmou que o reajuste foi feito com “absoluta segurança jurídica e fiscal”, destacando que não altera o limite global de gastos nem requer crédito extraordinário.
Comparações com eleições anteriores
Em resposta às comparações com as eleições de 2022, quando o uso de benefícios sociais foi questionado, Moretti classificou como “má-fé” as alegações de que o reajuste atual teria motivações semelhantes. Ele enfatizou que a medida foi planejada com responsabilidade fiscal.
Contexto político e econômico
O anúncio ocorre em um contexto político sensível, mas o governo defende que o reajuste é uma resposta necessária à vulnerabilidade econômica dos beneficiários. Segundo a equipe econômica, o espaço fiscal foi obtido principalmente pela redução de despesas previdenciárias, após a zeragem da fila de espera do INSS.
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Fonte: poder360.com.br
