O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo está avaliando novas medidas para enfrentar o crescente endividamento das famílias brasileiras. Durante uma coletiva de imprensa, Durigan destacou que a equipe econômica busca formas de ajudar os consumidores a lidar com dívidas antigas e, simultaneamente, oferecer condições de crédito mais acessíveis e sustentáveis.
Programas Desenrola como “vacinas” contra o endividamento
Durigan comparou os programas Desenrola a “vacinas” contra o endividamento. Segundo ele, o Desenrola 1 e o Desenrola 2 foram as primeiras etapas, e novas iniciativas estão sendo consideradas para continuar combatendo o problema. “Vamos seguir pensando em oferecer novas vacinas”, afirmou o ministro.
Proposta para dívidas antigas em estudo
Embora não tenha detalhado um novo programa específico, Durigan adiantou que a equipe econômica está trabalhando em uma proposta voltada principalmente para dívidas antigas. A ideia é permitir que essas dívidas sejam adquiridas com desconto elevado por meio de um modelo de leilão, aliviando o peso dos débitos sem necessidade de renegociação por parte dos consumidores.
Expansão do acesso ao crédito com custos menores
O governo também pretende ampliar o acesso das famílias a crédito com custos reduzidos. As duas edições do programa Desenrola já beneficiaram cerca de 19 milhões de pessoas, segundo o ministro. Esta iniciativa é parte de um esforço contínuo para tornar o crédito mais acessível e menos oneroso para as famílias.
O tema do endividamento ganhou destaque devido ao aumento dos índices de inadimplência. Dados do Banco Central indicam que a inadimplência da carteira de crédito total do sistema financeiro atingiu 4,9% em julho, o maior nível desde 2011. Além disso, uma pesquisa da CNC revelou que 30,4% dos consumidores tinham contas em atraso em agosto, recorde desde 2010.
A declaração de Durigan ocorreu no Palácio do Planalto, após o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o reajuste do Bolsa Família, que passará de 600 reais para 691 reais, com o novo valor sendo pago a partir de outubro.
Fonte: veja.abril.com.br
