A defesa de Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, entrou com um pedido nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, para que a prisão preventiva de Henrique seja revogada. Os advogados também solicitaram ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que desbloqueie a tramitação dos processos relacionados ao caso.
Demora no julgamento do STF é questionada pela defesa
Henrique Vorcaro está preso desde maio de 2026, há mais de 90 dias, sem que o STF tenha julgado o recurso contra sua prisão. A defesa utiliza a demora no julgamento como principal argumento para a liberação de Vorcaro, alegando que essa lentidão prejudica os direitos do detido.
Acusações e manutenção da prisão preventiva
A prisão de Henrique Vorcaro está ligada a suspeitas de sua participação no chamado “núcleo violento” de um grupo criminoso associado a Daniel Vorcaro, conforme investigações da Polícia Federal. Em junho de 2026, o STF confirmou e manteve a prisão preventiva, reforçando as suspeitas de envolvimento em crimes de intimidação e invasão de dispositivos informáticos.
Paralisação processual e disputa interna no STF
A defesa também destacou a paralisia processual causada por uma disputa interna no STF. O tribunal está discutindo se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por envolvimento no caso Master. Fachin, ao assumir a relatoria, determinou que processos relacionados fossem suspensos, aguardando definição sobre o órgão competente e o relator responsável.
Impasses e pedidos da defesa
O julgamento realizado na terça-feira, 15 de setembro de 2026, não resolveu o impasse. Um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu a sessão, mantendo a indefinição sobre a condução das investigações. A defesa de Vorcaro afirma que essa paralisação prejudica diretamente a análise do caso e requer que a matéria seja julgada pela Segunda Turma do STF.
Em seu pedido, a defesa argumenta que o caso não envolve nenhuma pessoa com foro privilegiado, buscando afastar a competência do plenário do STF sobre a questão.
Fonte: poder360.com.br
