O Flamengo está prestes a votar uma reforma estatutária significativa nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026. A proposta, que será analisada pelo Conselho Deliberativo, visa institucionalizar um modelo de gestão profissional já adotado pela atual administração do clube.
Separação entre governança e execução
A reforma propõe uma clara divisão entre governança e execução. A gestão diária ficará sob responsabilidade de uma Diretoria Profissional, composta por executivos remunerados e selecionados com base em critérios técnicos. Os órgãos de governança terão o papel de definir diretrizes estratégicas, fiscalizar e tomar decisões estruturantes.
Nova estrutura organizacional
A Diretoria Profissional contará com dois cargos principais: o diretor-geral, responsável pela gestão corporativa, e o diretor de futebol, que cuidará do futebol profissional e das categorias de base. O Conselho Gestor (Coge) supervisionará a gestão profissional, analisando estratégias, metas e indicadores, sem interferir na operação diária, mas podendo orientar e aprovar propostas.
A reforma também prevê políticas de governança, planejamento orçamentário anual e planos de médio prazo, além de um Portal de Governança e Transparência. Regras contra nepotismo e restrições para associados que ocupem cargos eletivos também são parte do texto.
Manutenção da estrutura associativa
A proposta mantém o Flamengo como uma associação civil, sem transformá-lo em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Os associados continuarão a participar da administração do clube, com estruturas de fiscalização e participação preservadas. O Conselho Deliberativo permanecerá como a instância máxima para decisões estruturantes.
Engajamento dos associados
O texto a ser votado foi desenvolvido pela Comissão Permanente de Estatuto, incorporando 98 sugestões de associados em 15 blocos de emendas. Cerca de 75% das propostas foram incluídas, total ou parcialmente, no texto final. A reforma, originada da proposta “Profissionalismo” do presidente Luiz Eduardo Baptista, busca garantir que a profissionalização não dependa de decisões presidenciais individuais, em um clube com receitas anuais superiores a R$ 2 bilhões.
Para mais informações sobre a reforma estatutária do Flamengo, acesse a página oficial do clube.
Fonte: poder360.com.br
