O senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, manifestou críticas à investigação sobre o uso de emendas parlamentares, conduzida pelo ministro Flávio Dino. Marinho comparou a operação ao inquérito das fake news, destacando preocupações sobre a expansão das investigações.
Investigação sobre emendas parlamentares
Marinho afirmou que o inquérito, inicialmente focado na execução de emendas, agora abrange suspeitas de tráfico de influência em tribunais superiores. Segundo ele, cerca de 30 petições foram protocoladas contra congressistas, majoritariamente por integrantes do PT, e Dino estaria acolhendo esses pedidos sem a devida análise de outros juízes.
Preocupações com o alcance das investigações
O senador expressou preocupação com o potencial de expansão indefinida do inquérito, que poderia atingir figuras sem relação direta com o objeto original da investigação. Marinho comparou a situação ao inquérito de 2019, aberto por Dias Toffoli, que investigou ataques a ministros do STF.
Operação contra Cezinha de Madureira
No mesmo dia das críticas de Marinho, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o deputado Cezinha de Madureira, autorizada por Dino. A PF investiga o parlamentar por exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base em indícios de que ele vendia influência ao afirmar ter acesso a ministros do STF.
Mensagens atribuídas a Cezinha indicavam disposição para fazer pedidos pessoais a ministros em favor de advogadas ligadas a ele. Além disso, uma investigação paralela foi aberta após a apreensão de R$ 510 mil em espécie com um parente do deputado.
Reações e impacto político
A operação contra Cezinha e outras investigações recentes têm gerado descontentamento na base bolsonarista no Congresso. A oposição argumenta que o inquérito das emendas se tornou um novo ponto de tensão entre o Congresso e o STF, intensificando o embate político.
Fonte: poder360.com.br
