Em entrevista à CNN Brasil, a psiquiatra Cláudia Ketter explicou que, embora a ansiedade seja uma reação natural a situações de estresse, ela pode se tornar problemática quando interfere em aspectos importantes da vida, como sono, trabalho e relacionamentos. Ketter, que também é professora na Afya Educação Médica São Paulo, ressalta a importância de buscar avaliação profissional nesses casos.
Existem hábitos que podem ajudar a diminuir a sensação de ansiedade. Além do acompanhamento médico, a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação saudável são fundamentais. Ketter destaca que atividades físicas, especialmente as aeróbicas, e estratégias de manejo do estresse, como técnicas de respiração e mindfulness, têm benefícios comprovados na redução dos sintomas de ansiedade.
A psiquiatra também alerta para a importância do sono, que tem uma relação direta com a ansiedade. Dormir mal pode aumentar a vulnerabilidade à ansiedade, enquanto a própria ansiedade pode prejudicar a qualidade do sono.
Alguns hábitos comuns podem piorar a ansiedade sem que as pessoas percebam. O consumo excessivo de cafeína, presente em café e bebidas energéticas, pode causar palpitação e inquietação. O álcool, apesar de inicialmente relaxante, pode ter um efeito rebote, agravando a ansiedade posteriormente.
Outros fatores incluem privação de sono, sedentarismo, excesso de tempo nas redes sociais e exposição constante a notícias preocupantes. O isolamento social também é um fator que pode aumentar a ansiedade, pois reduz as oportunidades de contato pessoal e fortalecimento das redes de apoio.
Embora hábitos saudáveis possam ajudar no controle dos sintomas, eles não substituem o tratamento profissional em casos de transtorno de ansiedade. Se os sintomas persistirem, é importante buscar ajuda de psicólogos ou psiquiatras. Ketter destaca que a busca por ajuda é essencial quando a ansiedade leva a evitar situações, causa crises frequentes ou impede o controle das preocupações, mesmo com mudanças de estilo de vida.
Dependendo do quadro, tratamentos como psicoterapia ou medicamentos podem ser necessários para complementar as mudanças de hábitos.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
