O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, reuniu-se individualmente com seis ministros e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, nesta quinta-feira, para discutir o procedimento da sessão de 15 de setembro. Esta sessão analisará o relatório da Polícia Federal sobre o ministro Alexandre de Moraes.
Discussão sobre a nulidade da citação
Os ministros irão julgar o pedido da Procuradoria Geral da República para declarar a nulidade da citação ao ministro Alexandre de Moraes nas investigações do Banco Master. Até o momento, ainda não há definição sobre como a sessão será conduzida.
Encontros estratégicos de Fachin
Fachin se encontrou com ao menos seis ministros: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Kássio Nunes Marques, André Mendonça e Cristiano Zanin. O objetivo é ouvir os colegas antes de decidir o rito a ser adotado.
Crise no STF e decisões recentes
Na quarta-feira, Fachin respondeu às decisões de Mendonça, Moraes e Flávio Dino, em meio à crise sobre a investigação de ministros do Supremo. Ele marcou o julgamento do pedido de investigação contra Moraes para 15 de setembro e suspendeu decisões que afastaram e reintegraram o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Controvérsia envolvendo Alexandre de Moraes
A crise começou em 1º de setembro, quando um relatório da PF revelou conversas entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Moraes. O relatório mencionava contratos milionários com o escritório de advocacia da esposa de Moraes. Mendonça pediu que o caso fosse levado ao plenário.
O procurador-geral Paulo Gonet solicitou a nulidade do relatório, alegando que Mendonça teria atropelado as investigações. Moraes, por sua vez, pediu para investigar Mendonça por “abuso de autoridade”.
Próximos passos no STF
Fachin unificou os pedidos em uma petição única e deu prazo para esclarecimentos. O plenário decidirá, em 15 de setembro, se abrirá investigação contra Moraes, em sessão aberta do STF.
Com a situação ainda em desenvolvimento, a expectativa é que a sessão de setembro traga definições importantes para o futuro das investigações.
Fonte: poder360.com.br
