Os funcionários da Caixa Econômica Federal deram início a uma greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira, 10 de setembro. A paralisação foi decidida após a rejeição da proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pelo banco.
Decisão pela greve é resultado de ampla rejeição
A decisão de entrar em greve foi tomada em assembleias realizadas nos dias 3 e 4 de setembro. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a proposta do banco foi rejeitada em 128 bases sindicais em todo o país. Em 93 dessas bases, os trabalhadores optaram pela greve. No Rio de Janeiro, a rejeição alcançou 96,49% dos votos.
Saúde Caixa é o principal ponto de impasse
O principal ponto de discordância entre os funcionários e a Caixa é o plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa. Os trabalhadores criticam o limite de 6,5% da folha salarial que o banco destina ao plano e reivindicam o retorno ao modelo anterior, no qual 70% das despesas eram pagas pela Caixa e 30% pelos empregados.
Tentativas de negociação não evitam a greve
A Caixa Econômica Federal convocou a Contraf-CUT para uma nova rodada de negociações na quarta-feira, 9 de setembro, em São Paulo, na tentativa de evitar a greve. No entanto, as negociações não foram suficientes para impedir a paralisação.
Impacto no atendimento ao público
Durante a greve, o atendimento presencial nas agências da Caixa pode ser afetado. A orientação para os clientes é utilizar canais digitais, como o aplicativo do banco, internet banking, Pix, caixas eletrônicos e lotéricas para realizar suas operações.
Greve exclusiva da Caixa
É importante destacar que a greve é exclusiva dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Bancos privados e o Banco do Brasil já aprovaram suas propostas de acordo e continuam operando normalmente.
Para mais informações sobre o andamento da greve, acesse fontes confiáveis como Contraf-CUT.
