A Polícia Federal está investigando um esquema financeiro envolvendo emendas parlamentares do deputado Mario Frias e a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação aponta para possíveis desvios e ocultação de recursos públicos.
Emendas parlamentares e repasses suspeitos
O fluxo de recursos começa com R$ 2 milhões em emendas de Frias destinados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). Parte desse montante foi repassada a duas empresas, Dinâmica Editora e Instituto Super Poder Educacional, que receberam R$ 700 mil. As empresas pertencem ao mesmo grupo da NTT Brasil, que transferiu R$ 750 mil à Go Up Entertainment.
Transferências diretas de Mario Frias
Além dos repasses indiretos, Frias transferiu R$ 645,4 mil diretamente à Go Up em um curto período. A PF questiona a origem desses recursos, considerando que o deputado tinha rendimentos mensais de R$ 44.008,52, incompatíveis com as transferências realizadas.
Conexões com o filme “Dark Horse”
A Go Up, que tem Karina Gama como sócia, movimentou R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025, período que coincide com as filmagens de “Dark Horse”. A PF destaca a coincidência temporal entre as movimentações financeiras e as despesas relacionadas à produção do filme.
Operação Make Up e seus desdobramentos
A operação Make Up, autorizada pelo ministro Flávio Dino, cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em vários estados. São investigadas suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
Posicionamento dos envolvidos
O Poder360 procurou o gabinete de Mario Frias e Karina Gama para comentários, mas não obteve resposta até o momento. O texto será atualizado caso haja manifestações.
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Fonte: poder360.com.br
