O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou, por 4 votos a 3, o registro da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo estado. A decisão foi tomada após um julgamento que durou cerca de sete horas, com o voto de desempate dado pelo presidente da Corte, Luciano Carrasco Falavinha Souza.
Decisão e Repercussão
Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, comemorou a decisão nas redes sociais, afirmando que pretende usar uma eventual cadeira no Senado para investigar figuras políticas de destaque e trabalhar pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Em suas publicações, destacou a importância da decisão para os paranaenses, que agora têm o direito de escolher seu representante no Senado.
Argumentos e Defesa
Durante o julgamento, a relatora Vanessa Jamus Marchi defendeu o registro da candidatura de Dallagnol, argumentando que a situação jurídica do ex-procurador mudou desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, que havia levado à perda de seu mandato de deputado federal. Marchi afirmou que os processos administrativos considerados naquele julgamento foram encerrados, e que a elegibilidade de Dallagnol deve ser analisada a partir da situação atual.
Reações e Controvérsias
A decisão gerou reações diversas. Dallagnol comparou a votação a uma “final de Copa do Mundo”, destacando que o resultado representa um “grito contra o sistema”. A coligação integrada por PT e PDT, que havia apresentado a impugnação, deve recorrer da decisão ao TSE.
Multa por Litigância de Má-fé
Além de aprovar a candidatura, o TRE-PR aplicou uma multa de R$ 100 mil a Dallagnol por litigância de má-fé, após sua defesa anexar documentos com dados fiscais e bancários do ministro Cristiano Zanin, do STF, ao processo.
A decisão do TRE-PR marca um novo capítulo na trajetória política de Dallagnol, que continua a ser uma figura polêmica e influente no cenário político brasileiro.
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Fonte: poder360.com.br
