No segundo trimestre de 2026, o Banco do Brasil enfrentou um aumento significativo na inadimplência, tornando-se o banco mais afetado entre as grandes instituições financeiras do país. A deterioração da qualidade da carteira de crédito, especialmente no setor do agronegócio, tem sido um fator crucial nesse cenário.
Impacto do Agronegócio na Inadimplência
A inadimplência acima de 90 dias no Banco do Brasil subiu para 5,6%, comparado a 4% no mesmo período do ano anterior. No agronegócio, esse índice passou de 3,2% para 6,3% em junho. Essa piora reflete uma tendência de deterioração que agora também atinge outros setores.
Pressão sobre as Finanças Pessoais
A inadimplência entre pessoas físicas também aumentou, passando de 6,8% no primeiro trimestre para 8,4% no segundo trimestre de 2026. Esse crescimento é um reflexo do estresse financeiro que se espalhou além do agronegócio, afetando significativamente o crédito ao consumidor.
Revisões de Lucro e Desafios Fututos
O Citi reduziu sua previsão de lucro para o Banco do Brasil em 2027, de R$ 18 bilhões para R$ 16,6 bilhões, após os resultados do segundo trimestre. Apesar de um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões, a instituição enfrenta desafios contínuos em sua carteira de crédito.
Provisionamento e Riscos Climáticos
O Banco do Brasil lidera em provisionamento entre os grandes bancos, com R$ 18,5 bilhões no segundo trimestre, um aumento de 16,4% em relação ao ano anterior. Além disso, o fenômeno El Niño é visto como um risco adicional, podendo impactar a produtividade agrícola e aumentar a inadimplência.
Estrutura de Capital e Incertezas
O índice de capital principal do Banco do Brasil caiu para 11,27%, refletindo sua capacidade reduzida de absorver perdas. As incertezas políticas e econômicas adicionam um prêmio de risco, impactando o valor das ações da instituição.
Fonte: poder360.com.br
