As instituições financeiras no Brasil estão cada vez mais preocupadas com os riscos fiscais e a inadimplência, conforme revela a Pesquisa de Estabilidade Financeira do Banco Central. Divulgada nesta quinta-feira, a pesquisa destaca a crescente apreensão com a dívida pública e o deficit primário.
Crescimento dos riscos fiscais
A pesquisa, realizada entre 2 e 28 de julho com 117 instituições do Sistema Financeiro Nacional, indica que 34% das instituições consideram os riscos fiscais como a principal ameaça à estabilidade financeira, um aumento em relação aos 27% registrados em maio. O crescimento da dívida pública é apontado como um dos principais fatores de preocupação.
Aumento da inadimplência
A preocupação com a inadimplência também aumentou significativamente. Em agosto, 26% das instituições classificaram a inadimplência e a atividade econômica como o principal risco, frente a 21% em maio. O alto endividamento de famílias e empresas, aliado a elevadas taxas de juros, intensifica essa preocupação.
Impacto no Sistema Financeiro Nacional
Apesar do aumento das preocupações, tanto os riscos fiscais quanto a inadimplência foram classificados como de probabilidade médio-alta e impacto alto sobre o Sistema Financeiro Nacional. Segundo o Banco Central, um impacto alto pode afetar entre 5% e 10% dos ativos do sistema.
Outras ameaças e cenário internacional
O cenário internacional também é uma preocupação significativa, com 20% das instituições considerando-o a principal ameaça. A guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre a inflação brasileira são fatores de destaque. Além disso, riscos operacionais e de regulação mantêm-se relevantes, embora em menor escala.
Para mais detalhes, consulte a íntegra do relatório.
Fonte: poder360.com.br
