O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou uma representação ao Conselho de Ética do Senado Federal contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relacionada ao caso “Dark Horse”. A ação ocorreu na quarta-feira, 2 de setembro de 2026, e envolve alegações de contradições no financiamento do filme que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Acusações e detalhes do financiamento
A representação, assinada pelo líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), aponta inconsistências na relação de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a revista Piauí, Vorcaro teria feito repasses superiores aos admitidos pelo senador para o projeto cinematográfico. O relatório do Coaf indica que Vorcaro transferiu US$ 1,6 milhão para o fundo Havengate Development, que financiou o filme, totalizando R$ 65 milhões em repasses.
Áudio compromete versão de Flávio Bolsonaro
Um áudio revelado recentemente mostra Flávio Bolsonaro solicitando dinheiro a Vorcaro. Após a divulgação, o senador afirmou que o último repasse ocorreu em maio de 2025, mas o Coaf registrou uma transferência em setembro do mesmo ano, contradizendo sua declaração.
Inércia do Conselho de Ética e pressão política
O Conselho de Ética do Senado está inativo desde julho de 2024, apesar de constar como “em funcionamento”. O PT intensificou as críticas a Flávio Bolsonaro, exigindo a retirada do sigilo das investigações e questionando a imparcialidade do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. No entanto, o partido não apoia pedidos de impeachment contra o ministro.
O Poder360 tentou contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve resposta até o momento. O artigo será atualizado se houver manifestação.
Fonte: poder360.com.br
