A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária amarela continuará em vigor em setembro de 2026. Esta decisão, comunicada na sexta-feira (28 de agosto de 2026), mantém a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, marcando o quinto mês consecutivo com essa tarifa.
Impacto no bolso do consumidor
A bandeira amarela, que sinaliza condições menos favoráveis para a geração de energia, resulta em custos adicionais para os consumidores. Por exemplo, uma residência que consome 200 kWh por mês pagará R$ 3,77 a mais na conta de luz. Para um consumo de 300 kWh, o acréscimo será de aproximadamente R$ 5,66.
Condições climáticas e geração de energia
O acionamento da bandeira amarela é comum durante o período seco no Brasil, quando a redução das chuvas afeta os reservatórios das hidrelétricas. Com menos água disponível, o país recorre mais às termelétricas, que têm custos de geração mais elevados devido à queima de combustíveis.
Influência do fenômeno El Niño
O fenômeno climático El Niño, que começou em junho de 2026, pode agravar a situação ao alterar o regime de chuvas no Brasil. O El Niño pode aumentar o risco de seca no Norte e Nordeste e provocar chuvas intensas no Sul, impactando os reservatórios das hidrelétricas e pressionando os custos de geração de energia.
Sistema de bandeiras tarifárias
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente as condições de geração de energia no país. As bandeiras são:
- Verde: Condições favoráveis, sem cobrança adicional.
- Amarela: Condições menos favoráveis, com cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
- Vermelha patamar 1: Condições mais custosas, com adicional de R$ 4,463 a cada 100 kWh.
- Vermelha patamar 2: Cenário mais caro, com acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh.
O sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta importante para alertar os consumidores sobre as condições de geração de energia e os custos associados.
Fonte: poder360.com.br
