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Daniel Vorcaro nega acusações de corrupção em depoimento à Polícia Federal

Daniel Vorcaro nega acusações de corrupção em depoimento à Polícia Federal

O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestou depoimento à Polícia Federal na última sexta-feira (28 de agosto de 2026). Durante a oitiva, ele negou ter pago propina aos ex-funcionários do Banco Central, Belline Santana e Paulo Sérgio de Souza, em troca de informações privilegiadas.

Este foi o primeiro depoimento formal de Vorcaro desde que retornou à prisão em 4 de março. A investigação busca esclarecer possíveis atos de corrupção envolvendo agentes públicos em favor do Banco Master.

As investigações indicam que Belline Santana, ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária do BC, pode ter atuado como um “consultor informal” de Vorcaro, revisando documentos do Banco Master antes de serem enviados à autoridade monetária. A PF alega que Vorcaro autorizou pagamentos a Santana por meio de uma empresa de fachada operada por seu cunhado, Fabiano Zettel.

Além de Santana, o chefe-adjunto do departamento do Banco Central também está sob investigação por seu envolvimento no esquema.

A defesa de Vorcaro afirmou que o depoimento foi uma oportunidade para ele se manifestar sobre os fatos investigados e responder a questionamentos levantados a seu respeito. O empresário reiterou que não participou de “atos de corrupção” relacionados aos servidores mencionados nas investigações e expressou disposição para esclarecer os fatos de forma “ampla” e “aprofundada”.

O depoimento de Vorcaro à PF foi adiado duas vezes, sendo que na quinta-feira (27 de agosto de 2026) ele tentou participar da audiência online, mas uma falha na conexão de internet resultou no adiamento.

Investigação da Compliance Zero

As apurações sobre as fraudes no Banco Master estão inseridas na operação Compliance Zero, autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025. A primeira fase da operação resultou na prisão provisória dos principais executivos da instituição, que foi liquidada pelo Banco Central. Em novembro, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) autorizou o uso de tornozeleira eletrônica para os investigados, permitindo que retornassem para casa.

O caso foi transferido para o Supremo Tribunal Federal em dezembro de 2025, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, que autorizou a segunda fase da operação em janeiro de 2026. No entanto, Toffoli deixou a relatoria em 12 de fevereiro, sendo sucedido por André Mendonça. Vorcaro foi novamente preso em março e atualmente está detido na Papudinha.

Fases da operação Compliance Zero:

  • 1ª fase (18 de novembro de 2025) – Daniel Vorcaro foi preso um dia antes da operação ser deflagrada, enquanto tentava deixar o Brasil. A ação cumpriu 7 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em 4 estados e no DF. Vorcaro foi solto em 29 de novembro.
  • 2ª fase (14 de janeiro de 2026) – A PF realizou buscas em endereços ligados a Vorcaro, apreendendo carros, relógios e dinheiro, com valores bloqueados superando R$ 5,7 bilhões.
  • 3ª fase (4 de março de 2026) – Vorcaro foi preso novamente, acusado de intimidar adversários e pagar propina a funcionários do BC. No mesmo dia, um de seus associados tentou se suicidar sob custódia da PF.
  • 4ª fase (16 de abril de 2026) – A operação prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, investigado por permitir operações sem lastro com o Banco Master e por receber propina em imóveis de luxo.

Fonte: poder360.com.br

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