A prefeitura de Condado, localizada na Zona da Mata Norte de Pernambuco, está sob investigação devido a um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado a um contrato na área da saúde. A operação, batizada de Sangria, foi deflagrada após auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontar desvios de aproximadamente R$ 5,2 milhões entre 2022 e 2024.
Investigação e mandados judiciais
A Polícia Civil identificou irregularidades nos repasses feitos pela prefeitura ao Instituto Reviver Brasil (IRB), uma organização social com sede em Catende. Há suspeitas de envolvimento de Rinaldo Barros, ex-dirigente do IRB e atual vice-prefeito de Catende. A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de ativos financeiros, expedidos pela Vara Única da Comarca de Condado.
Auditoria do TCE e descobertas
O TCE iniciou a auditoria em 2025 para examinar a parceria firmada entre o IRB e a prefeitura de Condado. A investigação revelou indícios de prejuízo de R$ 5,2 milhões. Deste montante, R$ 875.432,23 foram pagos a empresas terceirizadas sem comprovação de serviços, e R$ 4.333.730,12 a profissionais de saúde não registrados nos boletins de produção.
Repasses financeiros e transparência
O IRB recebeu mais de R$ 2,8 milhões em 2023 e cerca de R$ 1,8 milhão entre janeiro e julho de 2024, conforme a página de transparência da instituição. O relatório do TCE recomenda a devolução dos valores irregulares aos cofres públicos e aponta outras irregularidades, como o uso indevido da estrutura do instituto para promoção pessoal de um ex-dirigente.
Implicações legais e futuras ações
O relatório do TCE também destaca a utilização inadequada da Lei nº 13.019/2014 para terceirizar serviços do SUS, a recusa do IRB em fornecer documentos contábeis e a omissão na fiscalização por parte das gestoras da prefeitura de Condado. A continuidade das investigações poderá resultar em ações legais mais severas contra os envolvidos.
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Fonte: portalpe10.com.br
