A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou a suspensão de quatro empresas de voos panorâmicos no Rio de Janeiro, após uma série de acidentes que resultaram em 13 mortes nos últimos oito meses. As empresas afetadas são VRP, Broad Fly, Nobre Turismo e Mr. Top Fly, além da interrupção das operações de nove helicópteros associados a essas companhias.
Irregularidades nas operações identificadas pela Anac
Embora as empresas tivessem autorização para operar, a Anac encontrou indícios de irregularidades, especialmente no registro do tempo de voo, o que impacta diretamente a manutenção das aeronaves. O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, destacou que algumas aeronaves reportavam tempos de voo inferiores ao real, comprometendo a segurança.
Revisão das regras de voos panorâmicos
Em resposta aos incidentes, a Anac planeja revisar as normas para voos panorâmicos até o final do ano, visando aumentar a segurança e combater irregularidades. A revisão incluirá consultas públicas para garantir a participação social no processo.
Impacto nos helipontos e fiscalização intensificada
Além da suspensão das empresas, a Anac e a Prefeitura do Rio rescindiram os termos de uso de helipontos na Lagoa, onde empresas desembarcavam passageiros em desacordo com as regras. O setor de táxi aéreo também será alvo de novas fiscalizações.
Histórico dos acidentes recentes
Os acidentes que motivaram a suspensão incluem a queda de um helicóptero da VRP em agosto, que matou uma família colombiana e o piloto, e uma colisão em junho que resultou em seis mortes, incluindo a do cantor Oliver Tree. Outro acidente em janeiro deixou três mortos durante um voo de instrução em Guaratiba.
Até recentemente, 12 empresas estavam autorizadas a realizar voos panorâmicos no Rio, com um total de 46 aeronaves. A decisão da Anac busca garantir que apenas empresas que cumpram rigorosamente as normas de segurança continuem operando.
Fonte: hugogloss.uol.com.br
