A usina de propriedade do governador do Mato Grosso, Otaviano Pivetta, está sob investigação por suspeita de ter recebido propina da operadora de telefonia Oi. A Polícia Federal, através da Operação Heritage, investiga o direcionamento de recursos de um acordo entre o governo estadual e a Oi, que teria beneficiado a usina.
Investigações da Polícia Federal e a Operação Heritage
A Operação Heritage, conduzida pela Polícia Federal, apura o envolvimento de sócios de Pivetta na usina em um esquema de propina. Documentos contábeis revelam que esses sócios injetaram R$ 37 milhões na empresa, enquanto outros sócios e ex-sócios colocaram R$ 10,6 milhões na usina após o acordo entre o governo e a Oi.
Conexões com fundos investigados
A empresa de Pivetta, Brasbio Brasil Bioenergia S/A, está ligada a fundos sob investigação da Polícia Federal. Em agosto, a operação visou também o ex-governador Mauro Mendes, com Pivetta assumindo o cargo e concorrendo à reeleição. O acordo com a Oi, no valor de R$ 308 milhões, foi fechado sem respeitar a ordem cronológica dos precatórios.
Movimentações financeiras suspeitas
Registros mostram que, antes do acordo com a Oi, o fundo 5M Capital realizou negociações com empresas associadas a Pivetta. Empresas investigadas injetaram capital na Brasbio, elevando seu capital social de R$ 300 mil em 2023 para R$ 370 milhões em 2026.
Reações e declarações
Em entrevista, Pivetta negou qualquer irregularidade, enquanto a administradora de um dos fundos, América P.E., optou por não comentar devido ao sigilo das investigações. O governador do Piauí, Rafael Fonteles, destacou o potencial econômico da usina em Uruçuí, mencionando que a empresa poderia faturar mais de R$ 3 bilhões por ano.
Impacto econômico e político
A usina de álcool à base de milho, localizada em Uruçuí, é vista como um projeto de grande impacto econômico para a região. No entanto, as investigações em curso podem trazer consequências políticas significativas para Pivetta e seus associados.
Fonte: metropoles.com
