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Descoberta de fluxo estelar em galáxia distante revela segredos cósmicos

Descoberta de fluxo estelar em galáxia distante revela segredos cósmicos

Uma descoberta recente realizada por astrônomos pode lançar luz sobre um dos maiores mistérios do universo. Uma tênue faixa de estrelas em uma galáxia distante levou à identificação do primeiro fluxo estelar de um aglomerado globular fora da Via Láctea, oferecendo novas perspectivas sobre a formação e evolução das galáxias.

Fluxo estelar e o papel do Telescópio Espacial Hubble

O fenômeno foi detectado em dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble. Localizado em uma galáxia a cerca de 115 milhões de anos-luz da Terra, o fluxo estelar é o remanescente de um aglomerado globular sendo desfeito pela gravidade de sua galáxia hospedeira. À medida que o aglomerado perde estrelas, forma-se um fluxo longo e estreito.

Importância dos rastros estelares

Embora já tenham sido descobertos dezenas de rastros estelares na Via Láctea, muitos ainda permanecem ocultos devido à sua natureza tênue. A nova evidência de que esses rastros ocorrem em outras galáxias pode ajudar os astrônomos a usá-los como marcadores para entender melhor como as galáxias se formam e evoluem.

Mapeamento da galáxia UGC 9050-Dw1

A descoberta permitiu que os pesquisadores mapeassem a galáxia UGC 9050-Dw1 e seu campo gravitacional, modelando o fluxo estelar. Isso possibilitou estimar a massa total da galáxia e a proporção de matéria visível e matéria escura, que continua a intrigar os cientistas.

Desafios e perspectivas futuras

A coautora do estudo, Julie Kiel Holm, destacou a emoção da equipe ao perceber a descoberta de uma corrente estelar além da nossa galáxia. A matéria escura, que compõe cerca de 80% a 85% do universo, continua sendo um enigma, mas o estudo de correntes estelares pode oferecer pistas valiosas.

Galáxias ultradifusas e sua influência

O fluxo estelar foi encontrado em uma galáxia ultradifusa, caracterizada por sua extensão e baixa densidade. Essas galáxias são consideradas massivas o suficiente para atrair estrelas de aglomerados progenitores, facilitando a detecção de fluxos estelares.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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