Duas adolescentes de 14 anos denunciaram terem sido vítimas de violência sexual dentro de uma escola municipal no Cabo de Santo Agostinho, região metropolitana do Recife. Segundo as acusações, os suspeitos seriam colegas das vítimas.
As identidades das adolescentes, da escola e do bairro onde o caso ocorreu não serão divulgadas para preservar as vítimas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Relato das vítimas e investigação policial
De acordo com o relato de uma das mães, a filha chegou em casa nervosa e chorando, revelando que foi trancada em uma sala de aula, teve a boca tampada e foi agredida. A adolescente inicialmente mencionou a participação de cinco meninos, mas durante o depoimento confirmou o envolvimento de oito colegas.
A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação e, devido ao envolvimento de menores, o procedimento segue em sigilo.
Ameaças e silêncio das vítimas
As adolescentes não denunciaram o caso de imediato por medo das ameaças feitas pelos suspeitos. Uma das mães relatou que a filha foi ameaçada de morte caso contasse o ocorrido. O relato de uma colega encorajou a adolescente a revelar o abuso.
O caso teria ocorrido em uma segunda-feira, e a segunda vítima também chegou em casa muito nervosa, preferindo não falar sobre o incidente de imediato.
Reação das famílias e questionamentos à escola
As famílias das vítimas questionam a atuação da escola e cobram respostas sobre como a situação ocorreu sem ser percebida por gestores ou funcionários. “Não vou deixar impune, eu quero justiça”, afirmou uma das mães.
Medidas da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que, desde que tomou conhecimento da denúncia, adotou medidas para proteger as possíveis vítimas e apurar os fatos. As estudantes estão recebendo acompanhamento necessário, incluindo suporte jurídico e psicológico, respeitando o sigilo dos envolvidos.
Um procedimento administrativo foi instaurado para investigar o caso, acompanhado pelo Ministério Público, Conselho Tutelar e outras autoridades. A Secretaria Municipal de Educação afirmou que não houve omissão por parte da gestão escolar e que todas as providências cabíveis foram adotadas.
Para mais informações, consulte fontes confiáveis como o G1.
Fonte: jc.uol.com.br
