O ator Kiko Pissolato se pronunciou sobre a prisão de Marco Furlan, acusado de um crime grave contra uma criança. Em um vídeo nas redes sociais, Pissolato expressou seu choque ao descobrir as acusações contra Furlan, com quem trabalhou por cerca de dez anos. Ele afirmou que a imagem que tinha do colega “deixou de existir” e que nunca percebeu sinais que indicassem tal comportamento.
Reflexão sobre a convivência com Marco Furlan
Pissolato explicou que levou tempo para se manifestar publicamente devido à relação profissional com Furlan. Eles compartilharam o palco em várias produções teatrais ao longo de quase duas décadas. “Não era um amigo íntimo, mas alguém que dividiu a minha história profissional”, disse.
Impacto emocional e questionamentos pessoais
O ator comparou o impacto da notícia a um processo de luto, mas destacou que era pela imagem que tinha de Furlan. Ele também se questionou se havia deixado passar algum sinal de alerta, mas concluiu que não percebeu nada suspeito.
Aparência de normalidade e caráter
Pissolato refletiu sobre como a aparência de normalidade não garante o caráter de uma pessoa. Ele destacou que criminosos nem sempre apresentam características que os denunciem, o que torna a situação ainda mais assustadora.
Discussão sobre masculinidade e educação
O episódio levou o ator a refletir sobre a construção da masculinidade e a educação dos homens. Ele mencionou a necessidade de desconstruir o modelo que associa masculinidade ao poder e controle. Pissolato enfatizou que comportamentos machistas não devem ser automaticamente associados a crimes, mas o debate precisa ser aprofundado.
Expectativa de justiça e prevenção
Na conclusão do vídeo, Pissolato expressou esperança de que Furlan seja responsabilizado judicialmente, servindo de exemplo para a sociedade. Ele reforçou a importância de ouvir as vítimas e lutar contra comportamentos abusivos, incentivando uma reflexão coletiva sobre a prevenção da violência.
Em entrevista ao g1, Pissolato revelou que estava no teatro quando soube das acusações e que, apesar do choque inicial, não pretende entrar em contato com Furlan. Ele destacou que sua intenção é promover uma discussão mais ampla sobre como prevenir casos semelhantes.
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Fonte: hugogloss.uol.com.br
