Em uma operação realizada em Jacarepaguá, um líder religioso foi preso após ser condenado por abusos sexuais cometidos ao longo de uma década. Leonardo Campello Ribeiro, de 57 anos, liderava um centro espírita ao lado de Marcelo Antonio Marques Prazeres, também acusado dos mesmos crimes.
Abuso de poder religioso para exploração sexual
De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), os líderes religiosos usavam sua posição de autoridade para convencer vítimas a participarem de atos sexuais, alegando que isso traria “benefícios espirituais”. A investigação revelou que as vítimas eram transformadas em “escravos sexuais”.
Manipulação e doutrinação
A dupla utilizava discursos de convencimento associados à doutrinação religiosa, incentivando mulheres a adotarem o celibato em seus casamentos enquanto mantinham relações sexuais com os líderes. Esse abuso de poder religioso foi uma das principais táticas usadas para manipular as vítimas.
Exploração financeira das vítimas
Além dos abusos sexuais, Leonardo e Marcelo também exploravam financeiramente os frequentadores do centro espírita. As doações feitas pelos fiéis eram utilizadas para financiar viagens internacionais e outros gastos pessoais dos acusados.
Falsas credenciais profissionais
Leonardo se apresentava como psicólogo, apesar de não possuir formação superior na área, segundo a polícia. Essa falsa credencial era mais uma forma de manipulação e controle sobre as vítimas.
As autoridades continuam investigando o caso para identificar outras possíveis vítimas e cúmplices. A prisão dos líderes religiosos destaca a importância de denunciar abusos e buscar justiça para as vítimas.
Para mais informações sobre o caso, visite o site da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: metropoles.com
