Durante a 26ª Conferência Internacional de Aids no Rio de Janeiro, pesquisadores anunciaram dois novos casos de remissão do HIV. Os pacientes, que interromperam o tratamento com antirretrovirais, não apresentam carga viral detectável há 14 e 12 meses, respectivamente.
Transplantes de células-tronco como tratamento
Os pacientes foram submetidos a transplantes de células-tronco para tratar doenças hematológicas graves, não o HIV. Os doadores possuíam uma mutação genética rara, conhecida como CCR5-delta32, que impede a entrada das formas mais comuns do vírus nas células do sistema imunológico.
Detalhes dos casos de remissão
O primeiro paciente, conhecido como Paciente de Kansas City, foi diagnosticado com HIV e uma forma agressiva de leucemia em 2018. Após o transplante em 2020, o tratamento com antirretrovirais foi suspenso em fevereiro de 2025. Quatorze meses depois, não há detecção do vírus. O segundo paciente, convivendo com HIV e hepatite B, também não apresenta vírus detectável um ano após a interrupção do tratamento.
Histórico de remissões do HIV
Com esses casos, o número de pacientes que permaneceram sem sinais detectáveis do HIV após transplantes de células-tronco chega a 13. O primeiro caso registrado foi o do Paciente de Berlim, em 2009, seguido por casos em Londres, Düsseldorf, Nova York e outras cidades.
Perspectivas e limitações
Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que ainda não existe uma cura disponível para todos os portadores do vírus. O infectologista Dr. Ricardo Diaz destaca que a remissão significa que o tratamento foi interrompido e o vírus não retornou, mas não é uma cura definitiva.
Esses avanços representam um passo importante na pesquisa sobre o HIV, mas reforçam a necessidade de continuar buscando soluções acessíveis e eficazes para todos os pacientes.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
