O Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, celebrado recentemente, destaca a importância de criar ambientes de trabalho seguros e saudáveis. Originalmente focada na redução de acidentes físicos, a data agora também abrange a discussão sobre os riscos psicossociais no ambiente laboral.
Além do uso de Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva (EPIs e EPCs), é crucial que as empresas considerem fatores psicossociais, como sobrecarga e pressão excessiva, que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores.
Importância da prevenção dos riscos psicossociais
Dados do Ministério da Previdência Social indicam que o Brasil registrou um aumento significativo nos afastamentos por transtornos mentais. Em 2025, foram mais de 546 mil casos, tornando-se a segunda maior causa de afastamentos, atrás apenas de doenças da coluna.
De acordo com a psicóloga Laura Pedrosa Caldas, fatores como pressão excessiva, gestão inadequada e falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal impactam diretamente a saúde mental dos trabalhadores. Ela defende que a saúde mental deve ser parte da estratégia de segurança das organizações.
Responsabilidade compartilhada na prevenção
Laura, pesquisadora do Programa Conecta Saúde, enfatiza que ações preventivas devem envolver toda a organização. É essencial avaliar fatores de risco e identificar indicadores para mensurar resultados e aumentar os vínculos dos trabalhadores com a empresa.
O cuidado com a saúde mental deve ser incorporado à cultura de segurança das empresas, assim como as medidas relacionadas a equipamentos de proteção e controle de riscos físicos.
Desigualdades no mercado de trabalho
Além dos desafios relacionados à saúde mental, o mercado de trabalho ainda enfrenta desigualdades significativas, especialmente para as mulheres. Essas questões precisam ser abordadas para garantir um ambiente de trabalho mais justo e equitativo.
Para mais informações sobre saúde mental no trabalho, consulte fontes confiáveis como a Organização Mundial da Saúde.
Fonte: jc.uol.com.br
