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Amazonas lidera alertas ambientais que afetam crianças, aponta Unicef

Amazonas lidera alertas ambientais que afetam crianças, aponta Unicef

O estado do Amazonas destaca-se entre os que mais apresentam municípios em situação crítica nos indicadores que medem a exposição de crianças e adolescentes a riscos ambientais e climáticos. Esta é a conclusão de uma nota técnica do Painel Crianças e Meio Ambiente, divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela organização Vital Strategies.

Indicadores de risco ambiental e climático

O painel analisa 14 indicadores em quatro áreas principais: qualidade do ar, infraestrutura ambiental e urbana, eventos climáticos extremos e ambiente escolar. Os 5.570 municípios brasileiros são classificados em três níveis de prioridade, sendo o nível 3 o mais grave, indicando necessidade de ação imediata. A maioria dos municípios em situação crítica está localizada no Pará, Acre, Amazonas, Maranhão e Mato Grosso, regiões que compõem a Amazônia Legal.

Secas no vale do Rio Negro

O vale do Rio Negro, no Amazonas, é especialmente afetado por secas, segundo o relatório. Entre 2021 e 2025, municípios dessa região enfrentaram estiagens sem precedentes, destacando-se na análise de alta prioridade. Este fenômeno contrasta com o padrão histórico do país, onde o Nordeste é tradicionalmente associado à seca.

Saneamento e qualidade do ar

Os indicadores de saneamento revelam que no Norte, 78% dos municípios estão em alta prioridade no acesso à rede de abastecimento de água, 87% no esgotamento sanitário e 60% na oferta de água tratada. A qualidade do ar também é preocupante, com 94% dos municípios apresentando dias com concentração de partículas finas acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, principalmente devido às queimadas.

Impactos no ambiente escolar

No ambiente escolar, 71% dos municípios do Norte estão no nível máximo de prioridade em relação à falta de infraestrutura básica, como água encanada, esgotamento sanitário e coleta de lixo. A nota técnica enfatiza a necessidade de atenção especial às escolas em áreas rurais, indígenas e quilombolas.

Desafios e soluções legais

O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece metas de universalização dos serviços até 2033. No entanto, a realidade dos municípios amazônicos está distante dessas metas. A análise sugere que melhorias nas regiões vulneráveis dependem de políticas públicas adequadas, financiamento e fortalecimento da gestão municipal.

Para mais informações, consulte a Unicef.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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