O Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Janus nesta terça-feira, visando desmantelar uma rede de financiamento e lavagem de dinheiro associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação revelou conexões entre doleiros, empresários e mencionou membros de alto escalão da Polícia Militar, embora estes não sejam formalmente investigados ou denunciados.
Envolvimento de Oficiais da Polícia Militar
Mensagens interceptadas e planilhas financeiras indicam a citação de oficiais de alta patente da Polícia Militar. Entre os mencionados estão o coronel Pereira Martins, o coronel José Augusto Coutinho e o coronel “Patrício”. Martins teria laços de amizade com alvos da operação, enquanto Coutinho aparece em diálogos que sugerem uma possível ligação com operadores financeiros do PCC. Já “Patrício” é identificado em registros de pagamentos em dinheiro vivo, oriundos de atividades ilícitas.
Esquema de Lavagem de Dinheiro e Doleiros
A operação destacou o papel crucial de operadores financeiros e doleiros na proteção do patrimônio do PCC. Raphael Flores Rodriguez, conhecido como “Batata”, é apontado como um elo vital entre a facção e a rede de doleiros. Amjad Ahmad também é citado como operador do esquema, utilizando estruturas para ocultar rendimentos e facilitar operações de comércio exterior.
Banco e Tribunais do Crime
O grupo investigado funcionava como um “banco” para movimentação de recursos ilícitos. Um dos principais clientes era Leonador Monteiro Moja, o “Léo do Moinho”, chefe da facção na Favela do Moinho. A investigação revelou que disputas imobiliárias eram resolvidas nos “tribunais do crime” do PCC, com intervenção direta da liderança da facção.
Prisões e Mandados
Na manhã de terça-feira, 11 alvos foram presos e cinco permanecem foragidos. Entre os detidos estão Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza, enquanto outros, como Leonardo Meirelles, ainda são procurados.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
