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Desafios da Transnordestina em Pernambuco exigem ação política e técnica

Desafios da Transnordestina em Pernambuco exigem ação política e técnica

A ferrovia Transnordestina, em Pernambuco, enfrenta um impasse significativo, com o trecho entre Trindade e Salgueiro operando, mas sem avanços concretos em direção a Suape. A governadora Raquel Lyra, desde sua posse em janeiro de 2023, busca viabilizar a extensão até Suape, mas as obras não devem ser retomadas no atual governo de Lula. A liberação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) é vista como uma possibilidade apenas para 2027.

Exigências do TCU e o impasse político

O TCU tem sido um obstáculo, exigindo comprovações técnicas antes de liberar recursos. A corte de contas travou a assinatura do trecho entre Custódia e Arcoverde, apesar das intenções do presidente Lula. O ministro Jhonatan de Jesus afirmou que o objetivo não é paralisar políticas públicas, mas garantir que investimentos sejam justificados tecnicamente.

Avanços limitados e necessidade de estudos

Embora o TCU permita a continuidade de contratos e projetos executivos, a execução física das obras permanece suspensa. A Infra S.A. deve apresentar um novo Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) até o final de 2026 para que a construção dos seis trechos possa ser considerada.

Histórico de desarticulação política

A exclusão de Pernambuco do projeto original, que previa a chegada do trem a Suape, gerou descontentamento. Governadores de estados vizinhos, como Piauí e Ceará, tomaram decisões sem a participação de Pernambuco, resultando em um projeto fragmentado. A falta de ação política local tem sido um entrave para o avanço da ferrovia.

Impacto no futuro de Suape

A ausência da Transnordestina compromete o futuro de Suape, afetando sua competitividade com outros estados. A conexão com a ferrovia Norte-Sul é vista como estratégica, mas sem o ramal, esse objetivo permanece distante. A atual bancada pernambucana no Congresso não tem conseguido articular soluções eficazes para o desafio.

O futuro da Transnordestina depende de uma forte articulação política e de um compromisso técnico robusto para que a ferrovia possa finalmente conectar Pernambuco ao restante do Nordeste, promovendo desenvolvimento econômico e social na região.

Fonte: Tribunal de Contas da União

Fonte: jc.uol.com.br

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