O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil expressou preocupação com a falta de resposta dos Estados Unidos a uma proposta brasileira sobre etanol e açúcar. O Brasil sugeriu tratar conjuntamente os mercados desses produtos, mas não obteve retorno das autoridades americanas.
Proposta brasileira e tarifas elevadas
O Brasil propôs aos Estados Unidos uma abordagem conjunta para os mercados de etanol e açúcar. No entanto, as tarifas americanas sobre produtos brasileiros, que podem chegar a 100% acima da cota de 150 mil toneladas, permanecem sem discussão. O governo brasileiro defende que essas tarifas são injustificadas e não encontram respaldo nas normas multilaterais.
Defesa do mercado brasileiro
O Brasil argumenta que mantém um dos mercados de etanol mais abertos do mundo, com tarifas de 18% que estão em conformidade com os compromissos da OMC. A política brasileira é aplicada de forma não discriminatória, garantindo acesso compatível com as regras internacionais aos exportadores norte-americanos.
Diálogo e medidas futuras
Desde julho de 2025, o Brasil participou de mais de 30 reuniões com autoridades dos EUA, mas sem avanços significativos. O governo brasileiro planeja iniciar trâmites sob a Lei de Reciprocidade e buscará solução no mecanismo de controvérsia da OMC.
Outras questões comerciais
Além das tarifas, o Brasil destacou avanços em áreas como combate ao desmatamento, comércio digital e normas anticorrupção. O país também reforçou sua política de exportação madeireira e propriedade intelectual, buscando alinhar-se aos padrões internacionais.
O governo brasileiro continua a negociar acordos comerciais que respeitem as regras da OMC, mantendo um comércio aberto com os Estados Unidos sem prejudicar interesses norte-americanos.
Fonte: cnnbrasil.com.br
