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Brasil realiza implante pioneiro de válvula cardíaca sem cirurgia aberta

Brasil realiza implante pioneiro de válvula cardíaca sem cirurgia aberta

Na última segunda-feira, o Brasil se destacou ao realizar o primeiro implante da válvula pulmonar transcateter Harmony, uma tecnologia inovadora destinada a tratar a insuficiência pulmonar grave em pacientes com cardiopatias congênitas. O procedimento ocorreu no HCor, em São Paulo, e foi acompanhado com exclusividade pela CNN Brasil.

Procedimento inovador no tratamento cardíaco

A válvula Harmony é indicada para pacientes que desenvolveram insuficiência da válvula pulmonar devido a cardiopatias congênitas. Até então, a correção desse problema exigia uma cirurgia de peito aberto. Com a nova tecnologia, é possível substituir a válvula por meio de um cateter, evitando a abertura do tórax.

O Dr. Carlos Pedra, cardiologista pediátrico e intervencionista, conduziu a cirurgia com apoio de uma equipe médica dos Estados Unidos. O procedimento durou cerca de uma hora e meia e foi realizado com sucesso.

Primeira paciente beneficiada

A primeira paciente a receber o implante foi uma mulher de 44 anos, diagnosticada com tetralogia de Fallot na infância. Com o passar dos anos, ela desenvolveu insuficiência pulmonar, que agora foi tratada com a nova válvula. Antes do procedimento, ela apresentava sintomas como fadiga e cansaço durante atividades físicas.

Recuperação rápida e sem UTI

O procedimento é minimamente invasivo e não requer cuidados intensivos prolongados. A paciente não precisou ser encaminhada para a UTI e a recuperação é rápida, com a única recomendação de evitar atividades físicas intensas nas primeiras semanas.

Seleção de pacientes para o implante

Inicialmente, quatro pacientes foram selecionados para receber a válvula Harmony: dois adolescentes e dois adultos. A escolha é baseada na presença de insuficiência pulmonar e na avaliação detalhada do coração por exames de imagem.

Perspectivas para o Sistema Único de Saúde

Há expectativa de que a tecnologia seja incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que pode reduzir a necessidade de cirurgias abertas, diminuir o tempo de internação e acelerar a recuperação de pacientes com cardiopatias congênitas.

O dispositivo é feito de nitinol, um material que se adapta à anatomia do paciente, e utiliza folhetos de pericárdio suíno. A implantação é realizada por cateter, sem necessidade de cirurgia aberta, representando um avanço significativo no tratamento de cardiopatias congênitas.

Para mais informações sobre a tecnologia e suas aplicações, acesse a CNN Brasil.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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