O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizou uma última reunião com o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) antes da decisão dos norte-americanos sobre a aplicação de uma tarifa de 25% contra o Brasil. A decisão está prevista para ser divulgada na quarta-feira.
Críticas às tarifas propostas
O Planalto classificou as taxas como “injustas”, baseando-se em uma investigação da “seção 301”. O governo brasileiro também criticou a tarifa de 12,5% que os EUA ameaçam impor ao Brasil e a outros 59 países devido à falta de controle sobre trabalho forçado.
Esforços de negociação do governo brasileiro
Uma equipe do governo, incluindo membros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério das Relações Exteriores, reuniu-se com o chefe do USTR, Jamieson Greer. Este foi o quinto encontro com o representante norte-americano.
Cenários possíveis para a decisão dos EUA
O governo brasileiro prevê três cenários para a decisão dos EUA. O mais provável é a aplicação da tarifa com base na investigação “seção 301”. Outros cenários incluem o adiamento da taxação, embora sejam considerados menos prováveis.
Propostas brasileiras para evitar a tarifa
O Brasil apresentou um plano com medidas para contornar as investigações da “seção 301”, abordando questões como corrupção e controle do desmatamento. Entretanto, o governo brasileiro deixou claro que o PIX é inegociável e não foi incluído no documento.
O Brasil também acenou com a possibilidade de reduzir taxas para cerca de 300 linhas tarifárias, mas sob as diretrizes da OMC, não poderia fazer isso exclusivamente para os EUA. A solução proposta foi reduzir as taxas para vários países, em setores onde os EUA teriam maior competitividade.
Para mais informações sobre a decisão dos EUA e suas implicações, acesse a CNN Brasil.
Fonte: cnnbrasil.com.br
