Politicamente, a Ucrânia tem conseguido manter a Europa unida, sem perder o apoio dos Estados Unidos. Essa coesão frustra um dos principais objetivos de Putin desde o início da guerra: dividir os aliados ocidentais. “Desde o começo ele tem trabalhado para isso e não conseguiu”, destacou Américo Martins, analista sênior de internacional da CNN Brasil.
Na cúpula da Otan, europeus e canadenses adotaram uma estratégia dupla, mostrando a Trump que o engajamento contra a Rússia representa oportunidades de negócios, como a reindustrialização e atração de bilhões em royalties. Um exemplo é o memorando entre a Lockheed Martin e a Rheinmetall para fabricar mísseis na Alemanha. Além disso, europeus e canadenses sinalizaram que poderiam produzir armamentos sem a participação americana, como no caso do acordo entre Saab e Bombardier.
O Instituto de Estudo da Guerra relatou que a Ucrânia recuperou 400 km² em abril e maio, criando um ambiente de pessimismo na Rússia. O oligarca russo Andrei Melnichenko declarou que um acordo é necessário, refletindo um sentimento crescente de frustração dentro da Rússia, especialmente em relação ao isolamento da Crimeia.
Com a pressão crescente, Putin enfrenta duas opções: radicalizar, aumentando o risco de uma opção nuclear, ou avançar para negociações, algo que ele já sinalizou. “O Trump sentiu isso”, afirmou Lourival Sant’Anna, analista de internacional da CNN Brasil.
A estratégia de Trump é apoiar a Ucrânia para que Putin adote uma postura mais flexível nas negociações. O envio de sistemas Patriot à Ucrânia é visto como um gesto significativo. O objetivo é convencer a elite russa de que a guerra é muito custosa, pressionando por uma saída negociada para o conflito.
O grande objetivo de ambos os lados permanece uma saída negociada para o conflito, buscando reduzir os custos e evitar uma escalada maior.
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Fonte: cnnbrasil.com.br
