A inflação na Região Metropolitana do Recife apresentou uma leve queda em junho de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma variação negativa de 0,04%, interrompendo uma sequência de aumentos desde dezembro do ano anterior. Contudo, a inflação acumulada no primeiro semestre atingiu 3,91%, sinalizando que as pressões inflacionárias ainda afetam o orçamento doméstico.
Queda nos preços de transportes e alimentos
O alívio observado no índice geral foi impulsionado principalmente pela redução nos custos de setores essenciais. O grupo de transportes liderou as baixas com uma retração de 0,54%, sendo crucial para a queda do índice, apesar de ainda acumular uma alta de 4,31% em 2026. O grupo de alimentação e bebidas também contribuiu, com uma queda de 0,20%, atuando como barreira contra novos avanços inflacionários, mesmo com um aumento acumulado de 4,42% no ano.
Setores que ainda pressionam a inflação
Apesar das quedas, alguns segmentos continuaram a subir, impedindo uma redução mais significativa do índice. As despesas pessoais registraram um aumento de 0,76%, seguidas pelo setor de comunicação, que subiu 0,46%. O IBGE destaca que os preços na comunicação vêm aumentando desde abril, acumulando uma alta de 2,46% no ano.
Impacto desigual nas famílias de baixa renda
A desaceleração de junho não foi uniforme entre as diferentes faixas sociais. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o custo de vida para famílias com até cinco salários mínimos, caiu 0,06% em junho, mas acumulou 4,03% no ano. A retração nos alimentos e moradia ajudou a conter o índice mensal, mas as despesas pessoais subiram 0,81%, acumulando 3,32% no ano, pressionando os gastos diários.
Para mais informações sobre a inflação no Brasil, visite o site do IBGE.
Fonte: jc.uol.com.br
